Deputado Rômulo Fernandes propõe política estadual para combater violência nas escolas em São Paulo
O deputado estadual Rômulo Fernandes (PT) protocolou, no
último dia 17 de março, o Projeto de Lei nº 214/2026, que institui a Política
Estadual de Prevenção, Monitoramento e Controle da Violência Escolar (PEPMCE)
no Estado de São Paulo. A proposta representa um avanço significativo no
enfrentamento à violência no ambiente escolar, ampliando o debate para incluir,
de forma explícita, a violência de gênero e a violência racial.
A iniciativa tem como principal objetivo estruturar uma
política pública permanente que atue na prevenção, identificação, acolhimento e
monitoramento de episódios de violência, tanto no espaço físico das escolas
quanto nos ambientes digitais relacionados à vida escolar. O projeto reconhece
que a escola deve ser um espaço seguro, inclusivo e democrático, essencial para
o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Entre os principais pontos da proposta está a criação de
instrumentos concretos de enfrentamento, como o Plano Escolar de Prevenção,
Resposta e Acolhimento (PEPRA), que será obrigatório em todas as unidades de
ensino. O plano prevê protocolos específicos para lidar com diferentes formas
de violência, incluindo bullying, assédio, violência sexual, discriminação
racial e cyberbullying.
Outro destaque é a implementação de canais seguros de
denúncia, garantindo confidencialidade e proteção às vítimas, além da formação
contínua de profissionais da educação para identificação e enfrentamento dessas
situações. O projeto também prevê atendimento psicossocial às vítimas e a
articulação entre diferentes áreas do poder público, como saúde, assistência
social, segurança e direitos humanos.
A proposta ainda institui o Sistema Estadual de
Monitoramento da Violência Escolar (SEMEV-SP), que permitirá a coleta e
divulgação periódica de dados sobre ocorrências nas escolas, possibilitando a
formulação de políticas públicas mais eficazes e baseadas em evidências.
De acordo com o deputado Rômulo Fernandes, a iniciativa
parte da compreensão de que a violência escolar não é um fenômeno isolado, mas
reflexo de desigualdades estruturais presentes na sociedade. “Garantir um
ambiente escolar seguro é garantir o direito à educação. Precisamos enfrentar não
apenas a violência física, mas também as violências simbólicas, como o racismo
e a violência de gênero, que impactam diretamente a vida de estudantes”,
destaca.
O projeto também reforça a importância da participação da
comunidade escolar e da promoção de uma cultura de paz, respeito à diversidade
e convivência democrática. A expectativa é que, com a implementação da
política, o Estado de São Paulo avance na construção de escolas mais seguras,
inclusivas e preparadas para enfrentar os desafios contemporâneos.




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